
COM AUMENTO DE PRODUTIVIDADE, SINDICATO E TRABALHADORES QUEREM DIALOGAR SOBRE PPR COM A EMPRESA
Nos últimos dias, o Sindicato dos Metalúrgicos tem recebido dezenas de reclamações de trabalhadores da empresa Montécnica Eletro Mecânica. Há alguns anos a empresa mudou de endereço e se readequou ao mercado. Para isso realizou demissões e cortou direitos dos trabalhadores, dentre eles o PPR (Programa de Participação de Resultado), atrasando o pagamento de FGTS, convênio médico e até o café da manhã. A empresa alega que a crise econômica que assola o país e os insumos de produção cotados em dólar levou a empresa a uma situação difícil, chegando a perder grandes clientes.
Para o bem dos trabalhadores, a empresa voltou a ter produtividade e isso tem gerado expectativa de retorno dos benefícios como o PPR. Porém, a aparente intransigência da empresa em negociar com o sindicato, com alegação de que não tem condições, e a pressão aos seus trabalhadores com perda de ponto (referente à assiduidade) e cesta básica, em caso de participação em assembleia, representa um retrocesso a quem realmente produz. São dificuldades impostas para coibir a adesão às greves e reivindicações. Os trabalhadores já deram a cota parte de sacrifício para a empresa, agora é o momento do reconhecimento.
Essa falta de diálogo dificulta para uma tentativa de se chegar a um meio-termo, que considere a alegada objeção da empresa, mas também não ignore os direitos recentemente negados ao trabalhador. Portanto, a inflexibilidade percebida na comunicação com o sindicato se torna injustificável, é preciso encontrar uma forma de diálogo entre as partes, especialmente para com o trabalhador, que neste caso está estruturalmente com sua voz mais fragilizada.
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