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Notícias do Sindicato

Mulheres da base FEM-CUT/SP ainda ganham menos que os homens

Um estudo divulgado pelo Dieese, subseção FEM-CUT/SP e CNM/CUT, aponta que as mulheres na base da FEM-CUT/SP ainda ganham 27,5% menos do que os homens, essa diferença salarial equivale a trabalhar 100 dias do ano sem remuneração. Comparando 2006 com 2015, a remuneração média geral real cresceu 16,2% para as mulheres, e o salário médio passou de R$ 2.803,60 para R$ 3.257,38; já a dos homens cresceu 7,8%: era R$ 4.168,81 em 2006 e passou para R$ 4.494,90 em 2015. Isso fez com que a diferença entre as remunerações caísse ao longo desses últimos anos, de 32,7% para 27,5%. Para Andrea Sousa, secretária de Mulheres da FEM-CUT/SP, apesar da queda, a diferença ainda é grande, “Apesar dos ganhos reais nos salários das mulheres ter sido maior do que a dos homens, a média de remuneração das companheiras ainda é muito menor do que a dos companheiros”, explica Andrea, “É importante lembrar que elas entram nos empregos com os salários mais baixos e muitas companheiras são as chefes de família, ficando muito mais difícil sustentar a casa com o salário menor”, complementa.

A participação feminina na base da FEM-CUT/SP aumentou 2,9% entre 2006 e 2015 e é possível identificar a maior concentração de mulheres no grupo 2 (máquinas e equipamentos; eletroeletrônicos), porém essa concentração não reflete na remuneração. Este grupo permanece com a diferença de 32,3% nos salários entre homens e mulheres.

A crise e as mulheres

O estudo também se debruça sobre o impacto da crise na vida das mulheres. Em geral, para as mulheres, os impactos da crise sem dúvida são maiores. A inserção delas no mercado de trabalho, apesar de ter crescido, não mudou os padrões culturais ainda calcados no patriarcalismo, permanecendo, sobretudo, seu papel social de responsável pelos encargos domésticos e pelo cuidado dos filhos.

Deve-se observar que nos últimos anos as mulheres ampliaram sua participação na PEA (População Economicamente Ativa) e conquistaram maiores níveis de escolaridade, trabalhos mais qualificados e crescimento do salário. Porém, essa nova configuração da participação das mulheres no mercado de trabalho evidencia as contradições de gênero e raça da sociedade capitalista: as mulheres ainda são excluídas em diversos espaços, ocupam a maioria dos trabalhos precarizados, e normalmente são destinadas aos trabalhos de cuidado. Segundo dados IBGE/PNAD, entre os desempregados 54,1% são mulheres. “Além de sermos as primeiras a perder o emprego em períodos de crise, somos as que mais sofremos com as medidas para conter a tal da crise”, destaca Andrea. “Medidas neoliberais, como essa Reforma da Previdência, atingem demais a vida das mulheres trabalhadoras. Igualar a idade de aposentadoria entre homens e mulheres, por exemplo, é um golpe contra nós, é ignorar a dupla, tripla jornada que as companheiras enfrentam durante a vida toda, explica Andrea.

Fonte: FEM

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Créditos: KR Comunicação Integrada